sexta-feira, 5 de setembro de 2008

CHEGANDO NAS LIVRARIAS








































































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LANÇAMENTOS DA

quinta-feira, 24 de julho de 2008

GABRIELA CRAVO E CANELA



Páginas - 424

O romance entre o sírio Nacib e a mulata Gabriela, um dos mais sedutores personagens femininos criados por Jorge Amado, tem como pano de fundo, em meados dos anos 20, a luta pela modernização material e cultural de Ilhéus, então em franco desenvolvimento graças às exportações do cacau da região. O eixo da história é a relação delicada e complexa entre as transformações materiais e as idéias morais. Com sua sensualidade inocente, a cozinheira Gabriela não apenas conquista o coração de Nacib como também seduz um sem-número de homens ilheenses, colocando em xeque a férrea lei local que exigia que a desonra do adultério feminino fosse lavada com sangue.
Publicado em 1958, Gabriela, cravo e canela logo se tornou um sucesso mundial. Na televisão, a história se transformou numa das novelas brasileiras mais aclamadas mundo afora. No cinema, Nacib é vivido por Marcello Mastroianni, e Gabriela, por Sônia Braga.


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TERRAS DO SEM-FIM



Páginas - 280

Durante a guerra pela posse da terra na região cacaueira do sul da Bahia, os irmãos Badaró enfrentam o coronel Horácio da Silveira. A luta pela subsistência se entrelaça com intrigas políticas, relações amorosas, crimes passionais. Dois romances improváveis se destacam em meio aos tiroteios e tocaias: o do jovem advogado Virgílio e Ester, esposa do coronel Horácio, amor condenado a um desfecho sangrento, e o de Don'Ana, a valente filha de Sinhô Badaró, e o "capitão" João Magalhães, um embusteiro que se faz passar por engenheiro militar.
Publicado em 1943, quando Jorge Amado tinha apenas trinta anos, Terras do sem-fim se tornaria um marco do seu "ciclo do cacau", que inclui Gabriela, cravo e canela, Cacau e Tocaia Grande, entre outros.

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A DESCOBERTA DA AMÉRICA PELOS TURCOS



Páginas - 128

O sírio Jamil Bichara e o libanês Raduan Murad desembarcam na Bahia em 1903 e se instalam na região grapiúna, litoral sul da Bahia, eldorado do cacau. O jovem e trabalhador Jamil abre um empório em Itaguassu. O experiente e boêmio Raduan prefere Itabuna. Ali, nova oportunidade de "fazer a América" se apresenta ao "turco" Jamil: o comerciante Ibrahim Jafet quer casar sua primogênita - a feiosa, ácida e "incólume" Adma. Em troca, oferece sociedade no armarinho O Barateiro.
A descoberta da América pelos turcos, escrito no início dos anos 90, por ocasião do quinto centenário da descoberta do continente americano, revisita a formação da cultura cacaueira e do povo brasileiro, essencialmente mestiço. No posfácio, José Saramago qualifica a obra como "prodígio da arte de narrar"e a compara à tradição picaresca, em que se combinam a violência, o humor, a inocência e a astúcia.

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

A BOLA E O GOLEIRO



de Jorge Amado



Capa

Kiko Farkas/ Máquina Estúdio

Páginas - 32

O goleiro Bilô-Bilô era de uma incompetência espantosa debaixo das traves. Jogava num time fuleiro e colecionava apelidos vexaminosos: Mão-Furada, Mão-Podre, Rei-do-Galinheiro. A bola Fura-Redes, por sua vez, era a alegria dos artilheiros. Fazia gols olímpicos, de letra, de bicicleta, de folha-seca. E seus apelidos eram aclamadores: Esfera Mágica, Pelota Invencível e Redonda Infernal.
Nesta narrativa infantil, escrita em 1984, Jorge Amado conta como dois personagens que costumam viver às turras podem se apaixonar. Aqui, a imparcial Fura-Redes encontra o desastrado Bilô-Bilô, e passa a viver um dilema: terá a ousadia de impedir o milésimo gol do Rei do Futebol para aninhar-se nos braços do amado?
Para ilustrar essa historinha bem-humorada e romântica, a edição traz desenhos do artista gráfico Kiko Farkas.

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terça-feira, 25 de março de 2008

TOCAIA GRANDE


TOCAIA GRANDE
Jorge Amado

Páginas
472


Publicado em 1984, Tocaia Grande descreve o processo de formação de uma cidade nordestina, nascida sob o signo da violência e da disputa de terras, em inícios do século XX.
Depois de liderar uma tocaia contra o oponente de seu patrão, o jagunço Natário da Fonseca recebe alguns alqueires próximos ao palco da matança, onde passa a cultivar cacau. A chegada de comerciantes, prostitutas, tropeiros e ex-escravos ao local dá vida e contornos ao arraial.
Personagens fortes, independentes e solitários - como a cafetina Jacinta Coroca; o negro Castor Abduim, conhecido como Tição Aceso, e o comerciante libanês Fadul Abdala -, encontram em Tocaia Grande um refúgio e o conforto da amizade.
Com a prosa leve e bem-humorada de sempre, Jorge Amado relata a união profunda e os laços de afeto que se desenvolvem entre os habitantes de Tocaia Grande, e que serão responsáveis pelo crescimento do povoado e por sua resistência à pressão da Igreja e do poder político-econômico para se enquadrar no sistema coronelista.


A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO D'ÁGUA



A MORTE E A MORTE DE QUINCAS BERRO D'ÁGUA
Jorge Amado

Páginas
120

"Saí da leitura dessa extraordinária novela [...] com a mesma sensação que tive, e que nunca mais se repetiu, ao ler os grandes romances e novelas dos mestres russos do século XIX", declarou Vinicius de Moraes. Escrita em 1959, esta pequena obra-prima de concisão narrativa e poética é tida por muitos como uma das mais extraordinárias novelas da nossa língua.
Numa prosa inebriante, que tangencia o fantástico sem perder o olhar aguçado para as particularidades da sociedade baiana, Jorge Amado narra a história das várias mortes de Joaquim Soares da Cunha, vulgo Quincas Berro Dágua, cidadão exemplar que a certa altura da vida decide abandonar a família e a reputação ilibada para juntar-se à malandragem da cidade.
Algum tempo depois, Quincas é encontrado sem vida em seu quarto imundo. Sua envergonhada família tenta restituir-lhe a compostura, vesti-lo e enterrá-lo com decência; mas, no velório, os amigos de copo e farra dão-lhe cachaça, despem-no dos trajes formais e fazem-no voltar a ser o bom e velho Quincas Berro Dágua. Levado ao Pelourinho, o finado Quincas joga capoeira, abraça meretrizes, canta, ri e segue a farra em direção à sua segunda e agora apoteótica morte

MAR MORTO



MAR MORTO
Jorge Amado

Páginas
288


Escrito em 1936, quando o autor tinha apenas 24 anos, Mar morto conta as histórias da beira do cais da Bahia, como diz Jorge Amado na frase que abre o livro. E a frase é uma verdadeira carta de intenções. Nenhum outro livro sintetizou tão bem o mundo pulsante do cais de Salvador, com a rica mitologia que gira em torno de Iemanjá, a rainha do mar.
Personagens como o jovem mestre de saveiro Guma parecem prisioneiros de um destino traçado há muitas gerações: o dos homens que saem para o mar e que um dia serão levados por Iemanjá, deixando mulher e filhos a esperar, resignados.
Mas nesse mundo aparentemente parado no tempo há forças transformadoras em gestação. O médico Rodrigo e a professora Dulce, não por acaso dois forasteiros, procuram despertar a consciência da gente do cais contra o marasmo e a opressão.
É esse contraste entre o tempo do mito e o da história que move Mar morto, envolvendo-nos desde a primeira página na prosa calorosa de Jorge Amado.


DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS
Jorge Amado


Páginas
488

Um dos romances mais populares de Jorge Amado, levado com êxito ao cinema, ao teatro e à televisão, Dona Flor e seus dois maridos conta a história de Florípedes Paiva, que conhece em seus dois casamentos a dupla face do amor: com o boêmio Vadinho, Flor vive a paixão avassaladora, o erotismo febril, o ciúme que corrói. Com o farmacêutico Teodoro, com quem se casa depois da morte do primeiro marido, encontra a paz doméstica, a segurança material, o amor metódico.
Um dia, porém, Vadinho retorna sob a forma de um fantasma capaz de proporcionar de novo à protagonista o êxtase dos embates eróticos. Por obra da fantasia literária de Jorge Amado e da intervenção das entidades do candomblé, Flor consegue conciliar no amor o fogo e a calmaria, a aventura e a segurança, a paixão e a gentileza.
Lançada em 1966, esta narrativa ousada e exuberante, plena de humor e ironia, é uma saborosa crônica de costumes da Bahia da primeira metade do século XX e um retrato inventivo das ambigüidades que marcam o Brasil.

CAPITÃES DA AREIA


CAPITÃES DA AREIA
Jorge Amado


Páginas
288

Desde o seu lançamento, em 1937, Capitães da Areia causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes.
Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e suas ambições: do líder Pedro Bala ao religioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente da sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.

domingo, 16 de março de 2008

SEMPRE GABRIELA

Show - Família Caymmi homenageia Jorge Amado

Os irmãos Nana, Dori e Danilo Caymmi prestam homenagem a Jorge Amado no SESC Pinheiros, com participação de Cristóvão Bastos.

Dias 27 e 28 de março, às 21h
SESC Pinheiros – Teatro Paulo Autran - São Paulo
Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros – Tel. (11) 3095-9400

Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC, a partir do dia 25/2, com preços que variam de R$ 7,50 a R$ 30,00.

Mostra Jorge Amado no Cinema



Algumas das mais importantes adaptações da obra de Jorge Amado para o cinema serão exibidas em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A Mostra Jorge Amado no Cinema terá, entre outros filmes, Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto; Jubiabá, de Nelson Pereira dos Santos; e Jorjamado no cinema, de Glauber Rocha.

De 21 a 25 de março
CINESESC - São Paulo
Rua Augusta, 2075 – Cerqueira César – Tel. (11) 3087-0501
Ingressos à venda na bilheteria do CINESESC, com preços que variam de R$ 1,50 a R$ 6,00.

Dias 19, 24, 26 e 27 de março
Academia Brasileira de Letras - Rio de Janeiro
Av. Presidente Wilson, 203 – Castelo – Tel. (21) 3974-2500

Em abril
Fundação Casa de Jorge Amado – Salvador
Largo do Pelourinho, s/n – Tel. (71) 3321-0122

Lançamento em São Paulo - Por que Jorge é amado

Noite de leituras que reunirá, no SESC Pinheiros, grandes nomes da literatura e da música popular brasileira. O evento terá a presença de Alberto da Costa e Silva, um dos coordenadores da coleção, Chico Buarque, Caetano Veloso e dos escritores Mia Couto e Milton Hatoum, que assinam os posfácios de Tocaia Grande e Capitães da Areia.

25 de março, terça-feira, às 20h
SESC Pinheiros – Teatro Paulo Autran
Rua Paes Leme, 195 - Pinheiros – Tel. (11) 3095-9400

Retire seu ingresso a partir do dia 19 de março, às 14h, pelo sistema INGRESSOSESC. Será permitida a retirada de até dois ingressos por pessoa. Até o limite de 500 lugares. Grátis.

Lançamento no Rio de Janeiro - Academia Brasileira de Letras

Mesa de debate com a participação dos Acadêmicos Alberto da Costa e Silva, João Ubaldo Ribeiro e Cícero Sandroni, além do cineasta e Acadêmico Nelson Pereira dos Santos e da professora Lilia Moritz Schwarcz.

Quarta-feira, 19 de março, às 17h30
Academia Brasileira de Letras – Teatro Raimundo Magalhães Jr.
Av. Presidente Wilson, 203 – Castelo – Tel. (21) 3974-2500

Retire seu ingresso no local, gratuitamente, com 1 hora de antecedência. Lugares limitados.

LANÇAMENTOS EM MARÇO

• Dona Flor e seus dois maridos
• Capitães da areia
• Mar morto
• A morte e a morte de Quincas Berro d'agua
• Tocaia grante
• A bola e o goleiro

Show do Caetano, dia em que morreu Jorge Amado!

AMADO JORGE

Amado Jorge
Faz sol, um friozinho besta e tento por no papel um pouco da minha emoção de te ter de volta. Se é que um dia foste.O Brasil continua aquela coisa peguiçosa, com todos os coronéis funcionando regularmente e o povo na vidinha ferrada de sempre. Passou o Carnaval e restou o futebol (neste os coronéis continuam os mesmos de seu tempo por aqui).A boa notícia é que tua obra está recebendo um tratamento digno e está sendo relançada. Alvíssaras, talvez assim das nossas bancas (se que é certo ainda falar assim) saiam bacharéis menos chucros e mais humanos. Sonhei até com umas ruas, um becos, e uma mesas de botequins que frequentei nos meus seis longos meses de Ilhéus. Pude sentir o cheiro do mar, das frituras e do perfume penetrante de certas baianas. Tudo por aqui segue comigo escrevendo os meus textinhos, meio que desembarcado em Curitiba. Não vou escrever muito, deixo para os meus leitores a deliciosa releitura (que irei fazer) de toda a sua obra. De sua biografia devo registrar que " a região cacaueira seria um dos cenários preferidos do autor, atravessando toda sua carreira literária, em livros como Terras do sem-fim, São Jorge dos Ilhéus, Gabriela, cravo e canela e Tocaia Grande, nos quais relata as lutas, a crueldade, a exploração, o heroísmo e o drama associados à cultura do cacau que floresceu na região de Ilhéus nas primeiras décadas do século XX." Pois por lá só mudam o nome das estradas ao gosto dos governos, a vasoura de bruxa acabou com o cacau, e hoje fazenda mesmo é para gringo visitar.Vou ficando por aqui, de quebra mando um muito obrigado para a Cia das Letras.

Eduardo Cruz
paulistano, escritor e jornalista, mas de alma cada vez mais baiana.

sábado, 15 de março de 2008